sexta-feira, 30 de agosto de 2013

VESTIDOS DE CHITA EM CASTRO DAIRE...2013



DESFILE DE VESTIDOS DE CHITA
 NA X MOSTRA CASTRO DAIRE 2013

A MODA DOS LOUCOS ANOS SESSENTA!!!

ESPETACULAR
MANIFESTAÇÃO DE CULTURA











































































ESPETACULAR 
MANIFESTAÇÃO DE CULTURA!!!

OS MAIORES PARABÉNS
À CÂMARA DE CASTRO DAIRE

A TODAS AS MODELOS

E À GRANDE MENTORA
 E ORGANIZADORA DO EVENTO,

ANA GRALHEIRO!!!














quarta-feira, 21 de agosto de 2013

INTIMIDADE


                                                                         INTIMIDADE

                                                                               




                                                            MOMENTOS ÍNTIMOS

Havia um nome que tinha de nascer.
Esperá-lo era a maneira mais simples
de acreditar que haveria de chegar
no sentido único do seu abraço.

Quando se encontraram na pele e no olhar
à hora da intimidade total
os lábios dela tocados pelo mistério
beijaram o silêncio do momento
como se aquele filho fosse o esboço secreto
de um sorriso ainda por abrir


                                                                                 Aurora Simões de Matos
                                                                                           

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

GELADO DE BOLO PODRE



Gelado de Bolo Podre
Nova Especialidade da Doçaria Castrense

( Notícia sic )

Em resposta ao desafio da
 Confraria do Bolo Podre 
e Gastromomia do Montemuro,

Natália Figueiredo, da prestigiada
Pastelaria Forno da Serra de Castro Daire,
criou esta iguaria, que está a gerar
a maior curiosidade...(e gula),
caminhando para mais um êxito da Gastronomia do nosso concelho.

(Para visualizar o vídeo, clique no seguinte endereço:




http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/07/27/bolo-tipico-de-castro-daire-alvo-de-inovacao-para-ser-servido-durante-os-meses-quentes


                                                         


Delicie-se com o nosso bolo podre, em tradicional seco
ou em novíssimo gelado...

                             BOM APETITE!!!


Aurora Simões de Matos

terça-feira, 13 de agosto de 2013

MOSTRA CASTRO DAIRE 2013


MOSTRA CASTRO DAIRE 2013




A MOSTRA CASTRO DAIRE 2013, Feira de Actividades Económicas e Culturais do Concelho, decorre entre os dias 14 e 18 de Agosto, no novo
 PARQUE URBANO da vila.

« A MOSTRA promete aos visitantes uma variedade de experiências nomeadamente  na gastronomia local, na indústria, artesanato, turismo, associativismo, entre outros, demonstrando a vitalidade e o dinamismo de um concelho que quer desenvolver-se também pelas tradições.
Castro Daire promete ainda nas noites do certame muita animação, através da apresentação de diversos grupos de música tradicional...»


                                                           Do site da Câmara Municipal de Castro Daire



INCÊNDIOS EM PORTUGAL


                                                                   INCÊNDIOS...
                                           O ALVOROÇO  DA NATUREZA E DAS GENTES

                                                                          


Estava lá e vi.

Vi alastrar o fumo, vi alastrar o fogo, vi alastrar o grito doloroso da terra, em ecos duma linguagem estranha, no crepitar estalido das árvores agonizantes. Das casas agonizantes. Das gentes agonizantes.

Vi alastrar o fogo. E os rostos queimados das pedras faziam lembrar máscaras de onde caíam lágrimas. De onde caíam gritos.Lágrimas secas de quem já nada sentia, tanta a dor. Gritos de alarme, de quem já nada pedia, tanta a raiva.

Vi a verdura ceder, apagando-se na intensidade da luz, entre a vida e a morte.

Vi os pinheiros ruírem do pleno gozo da força, envoltos nas sôfregas labaredas que os consumiam. Presos ainda à condição da sua verticalidade, num simbolismo que já nada dizia.

Vi pássaros aflitos fugirem dos seus cumes, soltando assobios roucos de pasmo.

Vi  flores e  frutos humildes com ar temeroso, à espera do funesto instante.

                                                              

Vi a densa e pesada muralha de calor e morte esmagar o ventre feminino da terra.

Vi o medo e a revolta das gentes, retinas encharcadas no alvoroço duma guerra perdida, pálpebras pesadas de tanta insónia. Vi a vida ceder à morte que lhe esmagava o sentido, a razão e a dignidade.

E senti o desgosto turvo da impotência. Da penosa impotência, clamando por um porquê.

                                                                        

Que sentimentos albergará o coração da Natureza, que sugere a vingança dos sentidos sobre a beleza?

Que lições farão sentido, quando se realizam pelo extremo fatal da vida?

Que mensagem esta, indecifrável, cruel e injusta? Porquê tantos inocentes a serem imolados num campo de batalha sem armas que lhes acudam, sem fugas que lhes valham?

Não há pretexto humano que justifique os contornos de tanta dor!

                                                                    

Vi tudo à mercê do nada. E os meus olhos, em coro com o clamor das retinas encharcadas no alvoroço das gentes e com o silêncio pesado das fragas mascaradas de negro, choraram lágrimas de pasmo. Lágrimas imerecidas. Lágrimas secas de quem já nada sentia, tanta a dor.

Vi tudo à mercê do nada. E, na palma da minha mão fechada com muita força, quis encerrar um tempo de angústia de onde me escorreram palavras sem tino.

Que Deus me perdoe!



Aurora Simões de Matos