terça-feira, 21 de janeiro de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Quando o Além me chamar
QUANDO O ALÉM ME CHAMAR
A lua cheia voltará seu rosto
à ironia de um destino incumprido
na noite imensa, ao longo de murmúrios
(...)
Apenas o eco se ouvirá dos passos...
Alguém virá tentar despir-me então, eu sei
a pele de sentimentos tão só meus
vestes esfarrapadas da memória
as sandálias rompidas
no longo peregrinar de meus caminhos
Alguém virá contar, a voz a soluçar
lamentos derradeiros, saudades sem esperança
passagens diluídas
em novo entretecer de mil lembranças
no tear misterioso do amor
Alguém virá depois então dizer, eu sei
que entre dois palmos de terra nasce o verde
que na raiz da madrugada nasce o sol
que entre duas nesgas de luz renasce o dia
se acaba um luto, se rasga um nome
Um nome...
Terá encostas de serra e penedias
desnudadas ao vento em arrepio
a engravidar de canções o íntimo da terra
Terá gente que chora e reza e estremece
rostos que foram sangue
o sangue numa oferta a latejar
quando a seiva era força e fogo e gesto de beijo
Terá gente que sonha e beberá meus versos
com sabor agridoce
no lento saborear do que restar de mim
E do alheamento
em que se transformar minha vertigem
talvez que esse nome ressuscite
para, liberto já dos fados duma vida
ser por meu fado
berço e sepulcro, inferno e santuário
num corpo todo ele feito de nada
de um mundo todo ele feito de tudo
Aurora Simões de Matos
no livro " Quando o Além me chamar"
2002 ----- 44 autores
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
OPORTUNIDADES
OPORTUNIDADES
Podem encontrar-se:
- Ao virar da esquina que, por ser esquina, não ajuda
à visibilidade.
- Na curva sinuosa do caminho que, por ser curva,
nos desvia a atenção.
- Na berma do percurso que, por ser berma, não nos
merece confiança.
- No piso escorregadio da via que, por ser
escorregadio, nos levanta temores
.
- No meio da estrada plana que, por demasiado
óbvia, nos desperta suspeitas.
Assim sendo, é forçoso que o essencial seja uma
elevada dose de confiança em nós próprios...
Porque todos guardamos forças bem para além
do que julgaríamos ser o nosso limite, foi desde
sempre nos momentos mais difíceis da História que
o Homem soube descobrir as suas potencialidades
mais escondidas, oferecendo-se a si próprio e aos
outros as OPORTUNIDADES maiores de
sobrevivência e de crescimento.
Neste Novo Ano que todos desejamos de ESPERANÇA
renovada e concretizada a nível pessoal e
colectivo...votos de BOAS OPORTUNIDADES e de
CONFIANÇA, para nelas investirmos o redobrar das
nossas FORÇAS...
Aurora Simões de Matos
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
NATAL NA TERTÚLIA
TERTÚLIA
"ARTES E LETRAS NO HOTEL LAMEGO"
NATAL DE 2013
DIA 14 DE DEZEMBRO DE 2013
PRIMEIRA PALESTRA
"O ESPÍRITO DO NATAL ATRAVÉS DOS TEMPOS"
Pela Dra. Isolina Guerra
Nota introdutória:
o afastamento das letras, da leitura, da escrita de lazer faz com que a mente
entorpeça e os dedos se recusem a acompanhar o pensamento que se produz.
Trabalhando agora na Biblioteca
Escolar e vendo a avidez de um grande número de alunos que fazem requisição semanal
de livros (com respetivas fichas de leitura), a adesão ao Concurso Nacional de leitura, o registo que têm de palavras belas
de quem já sente a literatura como sua, deixam-me sentir muito pequenina
neste mundo da literatura.
Daí que a minha sensação seja a
de poder expressar pouco por palavras o que o espirito sente bem lá no fundo, mas
vamos tentar:
Foi-me pedido para abrir esta Tertúlia
de gente tão nobre nas lides da escrita, para falar de um tema que é muito
querido a todos nós:
Ø " O Espírito de Natal através dos tempos"
A vertente que me foi proposta
soube-me a viagem e lá fui eu procurar no meu “baú de memórias” o que lembro…
Natal… digam o que disserem, é nascimento de um Ser especial – o Menino
Jesus.
A data correta? ...Que interessa? Apenas aos cientistas cabe decifrar…
a nós interessa-nos que foi “há muito, muito tempo…”
Onde?... Lá longe, numa terra distante…
Quem viu?... Maria e José, pastores humildes e simples e Magos ricos e
sábios foram as testemunhas que nos revelaram…
O contexto?... Um tempo de lutas de povos para provar a sua supremacia
e o seu poder… os fracos, esses esperavam um Salvador!
O Espirito do Natal?... Nasceu há muito, muito tempo, lá nesse país
distante, pelo sorriso de um recém-nascido adorado pelos simples e pelos sábios,
observado e aconchegado nos braços da Sua Mãe que o oferecia ao mundo para ser
o seu Salvador…
Foi vivido e celebrado ao longo
dos séculos da História este acontecimento perpetuando a memória que não se
apaga e de várias formas sempre foi lembrado, através das gerações.
Foi S. Francisco de Assis que, em
1223, construiu o primeiro Presépio de que há memória, tentando reconstituir,
numa gruta em Greccio, Itália, o acontecimento ocorrido, de forma a melhor poder
instruir o povo que assistia às cerimónias. Era pela imagem que a fé se disseminava
pelo povo, na sua maioria analfabeto.
Na beleza dos rituais, nas
sensações causadas pelas imagens, conseguia-se criar o espirito desejado, para se
perpetuar no tempo a mensagem desejada.
A tradição destas construções
correu célere no tempo, no espaço físico, nas mentalidades e foi perpetuando o
acontecimento que lhe deu origem, construindo-se de forma rica ou pobre, com
mais ou menos adereços em cada Lar, para celebrar um tempo passado.
Pintores, escultores, todos se
esmeraram em fazer o seu “Presépio” especial que conseguisse traduzir o
sentimento que lhes aflora à alma, quando lembram o acontecimento ocorrido há
mais de 2 mil anos.
Cantores e escritores louvam nas
suas odes e nas suas linhas esse Menino que se ofereceu para nos dar algo muito
especial.
E o Espirito do Natal foi-se
enraizando na memória dos nossos antepassados, que o transmitiram às gerações
vindouras, num constante perpetuar de tradições e rituais.
Quando procurava algo, lá pelas
prateleiras de casa, para ilustrar este tema, veio-me à mão este livro :“Natal Renascido” da autoria de 36 autores, onde cada um mostrou o que pensa, sente e expressa sobre
o Espirito de Natal.
Ora... e se me permitem, aqui vai uma parte de um
texto:
«...Por vezes felizes, por vezes mais descontentes com as nossas prendas, abríamos os embrulhos que se encontravam junto de cada sapato. Depois, era a hora de aceitar carinhosamente o que nos fora reservado.
A hora era de preparar para ir à MISSA DE NATAL, estreando as roupas novas ou os sapatos que faziam parte do leque das nossas prendas e exibi-las com orgulho perante todos.
Regressados a casa, almoçávamos e de seguida corríamos a casa dos vizinhos (se o tempo o permitia), para partilhar as prendas com os nossos amigos.
E o tempo passava alegre e feliz, ignorando a autoria das nossas prendas, acreditando piamente que o Menino Jesus fazia o milagre de sair da sua cabaninha e vir trazer-nos a prenda que tanto desejávamos.
Momentps felizes que, vindos hoje à minha memória, trazem os sabores, as sensações, a alegria dos sentimentos que ficaram gravados bem fundo do ser e que ainda hoje parecem vivos...»
«...Por vezes felizes, por vezes mais descontentes com as nossas prendas, abríamos os embrulhos que se encontravam junto de cada sapato. Depois, era a hora de aceitar carinhosamente o que nos fora reservado.
A hora era de preparar para ir à MISSA DE NATAL, estreando as roupas novas ou os sapatos que faziam parte do leque das nossas prendas e exibi-las com orgulho perante todos.
Regressados a casa, almoçávamos e de seguida corríamos a casa dos vizinhos (se o tempo o permitia), para partilhar as prendas com os nossos amigos.
E o tempo passava alegre e feliz, ignorando a autoria das nossas prendas, acreditando piamente que o Menino Jesus fazia o milagre de sair da sua cabaninha e vir trazer-nos a prenda que tanto desejávamos.
Momentps felizes que, vindos hoje à minha memória, trazem os sabores, as sensações, a alegria dos sentimentos que ficaram gravados bem fundo do ser e que ainda hoje parecem vivos...»
Mas crescemos… e o que acontece
com este Espirito de enlevo, de memórias de um Natal passado?
Vejamos…
«...Tudo foi substituído: o Menino Jesus pelo Pai Natal...o elaborar carinhoso de uma prenda pela compra de objectos...a confecção das iguarias pela aquisição no exterior...o Presépio, como parte principal, deu lugar à Árvore de Natal ricamente decorada...e tantas outras mudanças. E o pior foi a perda do encantamento das crianças...
...E agora?
Chegou a hora de deixar de lado o meu baú e olhar firmemente a realidade lá fora...
Ainda há Natal?
Resolvi abrir a janela do mundo, a Internet. e fui visitar o Natal das crianças de hoje.
Pecorri mundos e sítios, notícias e histórias, fiz do meu ecrã um lugar de passeio pela Humanidade e o que encontrei fez-me tremer de infelicidade...»
«...Tudo foi substituído: o Menino Jesus pelo Pai Natal...o elaborar carinhoso de uma prenda pela compra de objectos...a confecção das iguarias pela aquisição no exterior...o Presépio, como parte principal, deu lugar à Árvore de Natal ricamente decorada...e tantas outras mudanças. E o pior foi a perda do encantamento das crianças...
...E agora?
Chegou a hora de deixar de lado o meu baú e olhar firmemente a realidade lá fora...
Ainda há Natal?
Resolvi abrir a janela do mundo, a Internet. e fui visitar o Natal das crianças de hoje.
Pecorri mundos e sítios, notícias e histórias, fiz do meu ecrã um lugar de passeio pela Humanidade e o que encontrei fez-me tremer de infelicidade...»
.........
E assim manteremos vivo o
Espirito de Natal que se renova a cada dia, na Esperança que se faz vida em cada
criança que nasce, porque ela traz missão para cumprir e tem nas suas mãos o
poder de mudar o Mundo.
E que nós nunca deixemos de viver
o encantamento do NATAL!!!
Isolina Guerra
Isolina Guerra
**************
SEGUNDA PALESTRA
ANUNCIAÇÃO... PERSPECTIVA E MISTÉRIO
PELO DR. JOSÉ PESSOA
ACIMA, ALGUMAS DAS IMAGENS PROJECTADAS EM ÉCRAN
PARA DOCUMENTAR A BRILHANTE INTERVENÇÃO
DO DR. JOSÉ PESSOA
***************
( PRIMEIRA CANÇÃO DE NATAL GALAICO-DURIENSE,
CANTADA EM CORO PELOS TERTULIANOS )
**************
TERCEIRA PALESTRA
"OS CONTOS DE NATAL NA LITERATURA"
PELO DR. ANTÓNIO MARTINS
**************
GALERIA DE FOTOS
Aurora Simões de Matos
Fundadora e Coordenadora desta TERTÚLIA
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
PRESÉPIO NATURAL
PRESÉPIO NATURAL
Aldeia de Meã----Castro Daire
PRESÉPIO NATURAL
Em qualquer humilde lar da minha aldeia
em tudo igual aos lares da Galileia
bem podia ter nascido o Salvador...
Que melhor canto para um Rei nascer
que este trono de beleza natural
onde o frio do tempo é calor
tornado chama por força do Amor?
Que Mágicas Montanhas haveria
mais de acordo com o mistério de Maria?
Nesta paisagem de VERDADE NATURAL
quero erguer meu Presépio de Natal...
Aurora Simões de Matos
domingo, 15 de dezembro de 2013
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Miraculosa Rainha dos Céus
HOMENAGEM A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
COROADA RAINHA DE PORTUGAL PELO REI D. JOÃO IV
NO SÉCULO XVII
A celebração da SENHORA também através da ARTE
Murillo---1660
Domenico de Lorenzo---1925
Murillo---1678
Porto Alegre, Brasil---século XIX
Murillo---1650
Diego Velázquez---1618
De Cosimo---1505
Carlo Maralta---1689
Aldo Locatelli, Brasil---século XX
Zurbaran---1630
Santa Maria degli Angeli, Roma
http://youtu.be/PpjBOmJUahs
Nota: Clique no endereço acima e ouça uma fantástica interpretação da
Avé Maria de Gounod
Aurora Simões de Matos
( Fotos da Net)
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