ENTRADA LIVRE!
sexta-feira, 13 de abril de 2018
domingo, 25 de fevereiro de 2018
FONTE VELHINHA - Poema de Aurora Simões de Matos
NA FONTE DAS ALIANÇAS
Sempre que a vida me leva
a passar junto da fonte
que me oferece a frescura
da água que vem do monte
onde linda e sossegada
se espraia a minha aldeia
de luz branca e tez escura
bebo na concha da mão
dois goles de água tão pura
que fico logo curada
dos males do coração
Meus males são tão só da ausência
da fonte da minha aldeia
que me provoca saudade
e não me sai da ideia
e me traz ecos antigos
de tempos que já lá vão
e que remontam à idade
em que minha mãe lavava
com canções da mocidade
os meus cueiros puídos
na poça que transbordava
Na poça ao lado da bica
onde à hora da torreira
as mulheres iam lavar
as roupas da aldeia inteira
e se banhavam crianças
e se arrastavam conversas
até o dia finar
até a água se abrir
à hora de namorar
na fonte das alianças
das lembranças a florir
Minha aliança com ela
foi de quando em vez revê-la
e beber na minha mão
dois goles de água fresquinha
Consolar meu coração
junto da fonte velhinha
Aurora Simões de Matos
sábado, 9 de dezembro de 2017
CONTO DE NATAL
A CAMINHO DO PRESÉPIO - Aurora Simões de Matos
CONTO DE NATAL
Autora - Aurora Simões de Matos
A caminho do Presépio
Por tapadas e quebradas, vales, ladeiras e altos cabeços, soutos, pinheirais e milheirais, carreirinhos de chão pisado entre carquejas e sargaços, urzes e giestais, ouvia-se, qual hino de boas-vindas, o cântico solene de um coro universal.
― Parece que toda a Terra está em festa! – murmurou o cordeirinho tresmalhado, de olhar meigo voltado para o Céu.
― Eu estava à tua espera, cordeirinho! – respondeu a estrela cadente, irmã de milhões de outras estrelinhas espalhadas pelo escuro da abóbada celeste. Para te dizer que tens irmãos e que, de olhos postos no horizonte, te esperam ansiosos. Vai, cordeirinho, corre, não os faças esperar mais. Eu ensino-te o caminho.
― E quem está a cantar esta música tão linda?
― São os anjos do Céu. É Natal, nasceu um Menino no coração de cada homem e esta noite todos param para festejar o grande acontecimento. Mas tu és pequeno demais para compreenderes estas coisas. Agora só tens que te apressar, cordeirinho. Eu ouvi no espaço a oração do jovem pegureiro aflito, pedindo a Maria a graça do teu regresso.
― É muito longe a casa dos meus irmãos, linda estrelinha?
― Duas léguas e meia, por tapadas e quebradas, vales, ladeiras e altos cabeços, soutos, pinheirais e milheirais, carreirinhos de chão pisado entre carquejas e sargaços, urzes e giestais. Estão todos à tua espera, a tua ausência uniu-os numa corrente de fé, grande é a esperança em tempo de Natal. O Presépio da Igreja está pronto e o teu lugar lá está reservado. Até à última hora e para além dela, ninguém poderá nunca ocupar o teu espaço. Se não te atrasares, chegarás a tempo, cordeirinho.
Pelos caminhos da serra, a sós com estes pensamentos, seguia ele o trilho das estrelas, iluminado pela mais brilhante de todas. Perto de um povoado, agigantou-se no silêncio da noite o cantar misterioso do galo emproado, de grande crista vermelha. A seu lado, a galinha poedeira abriu um olho e, ciente de galinácea sabedoria, cacarejou:
― Já pouco falta para a meia-noite. São quase horas da Missa do Galo e eu não quero deixar de representar a classe, como respeitada poedeira que sou.
E, atrás do galo todo emproado, em duas corridas alcançou o pequeno cordeirinho, à luz da fascinante estrela e ao som de um coro de vozes que não se sabia de onde vinham.
Os três, felizes, mas em silêncio, como se todo aquele ambiente e suas personagens fizessem parte da mesma oração, seguiram carreiro fora, à flor da terra batida e escura, fendida por pedaços de lousa macia e cortante.

À passagem dos devotos peregrinos, o cão de guarda da pequena casa isolada, à beira do Souto da Pedreira, ergueu-se nas patas traseiras, encostado à cancela de pinho e, espreitando com ar de interrogação, ladrou alto e bom som:
― Quem vem lá, por caminhos fora de horas?
Como ninguém lhe respondeu, rosnou, com ares de quem tudo percebia:
― Por aqui, alta noite estrelada, só quem vá festejar o Natal!
E, apoiando-se numa trave da cancela com as patas dianteiras, abalançou-se com as de trás e, de um salto, estava já a caminho do Presépio, na fila atrás do cordeirinho, do galo emproado e da galinha poedeira.
Cada vez mais perto dos irmãos, o jovem cordeiro, já cansado da longa caminhada, parou um pouco para beber na pequena poça que as chuvas do inverno haviam transformado em bebedouro de água transparente e em cujo espelho viu, nos ares, a estrela cadente que os guiara até ali.

Cada vez mais perto, podiam ouvir-se agora, com bastante nitidez, sons de tambor e cânticos de crianças, a ensaiar a grande representação da chegada dos pastores ao Presépio.
Habituado a dar conta e sinal de pessoas estranhas, o cão de guarda apercebeu-se, através duma nesga entre dois telhados, da presença de uma estranha Figura de barbas brancas, vestida de vermelho, com um grande saco às costas.
Ladrou, espavorido, quase a despropósito.
― É o Pai Natal, que anda a distribuir prendinhas pelas crianças da freguesia! Quando chegarem da Missa do Galo, todos irão a correr ao canto da lareira buscar os presentes: rebuçados e chocolates, brinquedos ou livros. O Pai Natal sabe bem como distribuir.
Era a voz da estrela cadente que está, agora, a chegar à torre da Igreja Matriz, onde vai celebrar-se a Eucaristia da mais linda noite do ano.
Como quem toma a melodia do mais belo cântico de amor e boas-vindas e com ela consegue musicar um novo Hino da Alegria, o coro de anjos celestes, voando nas asas da sua voz, entoa por toda a Terra a frase da boa-nova:
- Nasceu Jesus! Nasceu Jesus! Nasceu Jesus!
A Igreja está repleta de fiéis, à espera da hora para o beijo ao Menino, deitado nas palhinhas da manjedoura, no grandioso Presépio Vivo. De súbito, como se o quadro não estivesse completo…
O galo emproado e a galinha poedeira entram de mansinho pela porta principal e, obedecendo ao instinto, vão agachar-se dentro do cesto vazio da pastorinha mais pobre.
O cordeirinho, exausto da longa viagem, nem dá pelos sorrisos doces dos seus irmãos e, sem cerimónia, alcança o bondoso S. José, deita-se a seus pés e adormece tranquilo.
O cão de guarda não entrou. Ele sabe que o seu lugar é à porta. Atento a todos os movimentos, faz um uivo de pasmo à passagem meteórica da estrela cadente que, da torre da Igreja, se lança pelo espaço em vertiginosa correria.
― Não te assustes, cãozinho! Tenho pressa, tenho pressa! Vou agora noutra missão. Lá longe, muito longe, os Reis Magos esperam a minha luz...
Aurora Simões de Matos
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
PORTUGAL RURAL ( 5 )
O CANASTRO
Foto de Armando Jorge
Texto de Aurora Simões de Matos
BELO CANASTRO - CAPELA PEQUENINA
Foto de Armando Jorge
Texto de Aurora Simões de Matos
BELO CANASTRO - CAPELA PEQUENINA
Plantada junto à eira, na colina
erguia-se a CAPELA PEQUENINA
bela, robusta, altiva, sobranceira
na sua postura e autenticidade
herdadas do tempo e da rusticidade
da terra-mãe
que lhe oferecera a força e o poder
arrancados à verdade do monte
O granito de seu pés fazendo ponte
O granito de seu pés fazendo ponte
e corpo lhe dera
arrancado à verdade do chão
arrancado à verdade do chão
o colmo corrido a cobrir-lhe o ser
e telhado oferecera
de alma e coração
de alma e coração
Belo canastro a relembrar farturas
Trabalhos e canseiras, as mais duras!
O ventre feito de vísceras douradas
na aridez do sol, na aridez do vento
que corria, livre, por suas janelas
à vontade do tempo
e lhe atravessava os ossos
lhe retesava as veias
na generosa intenção de oferecer
a dádiva do amadurecer
o pão, fruto de meses de canseira
do lavrador, até chegar à eira
Belo canastro a relembrar farturas
Trabalhos e canseiras, as mais duras!
Ainda hoje, singelo monumento
à ruralidade que é de todo o tempo
podemos vê-lo no seu lugar plantado
mesmo que das entranhas despojado
belo, humilde, saudoso, na colina
lembrando-nos CAPELA PEQUENINA
Portugal Rural - (4)
DIA DE FEIRA
Fotos de Armando Jorge
Texto de Aurora Simões de Matos
Feira de Barcelos
Na Feira de Barcelos
comprei uns chinelos
de pano, e a chita
pró meu avental.
Dois metros de renda
e três de espiguilha
e uma rodilha.
Pró meu enxoval
um jogo de cama
bordado à mão
que parece igual
ao da Conceição
do Zé do Quintal.
E comprei também
lenço de merino
e umas arrecadas
que levo guardadas
junto ao coração
presas ao corpete
não vá o diabo
por aí tecê-las
e vir a perdê-las
nesta confusão.
Por lá passeei
quase a tarde inteira
que o meu maior gosto
é andar na feira
e apreciar
as louças, os panos
calçado, chapéus
os cestos, o ouro
e as miudezas
que das redondezas
o povo vai ver
comprar ou vender.
Mas o que mais gosto
é passar à beira
da bela hortaliça
toda ela verdura.
Legumes e fruta
plantas e flores
que agora na feira
já há com fartura.
E mais adiante
a feira do gado
Vacas e bezerros
burros, jumentinhas
cavalos e porcos
cabras, cabritinhas
coelhos, galinhas
e outros animais
ao lado do dono
que, a regatear
passará o dia
a tentar vender
aquilo que outros
ali vão comprar.
Ou então... como eu
só apreciar!
Fotos de Armando Jorge
Texto de Aurora Simões de Matos
Na Feira de Barcelos
comprei uns chinelos
de pano, e a chita
pró meu avental.
Dois metros de renda
e três de espiguilha
e uma rodilha.
Pró meu enxoval
um jogo de cama
bordado à mão
que parece igual
ao da Conceição
do Zé do Quintal.
E comprei também
lenço de merino
e umas arrecadas
que levo guardadas
junto ao coração
presas ao corpete
não vá o diabo
por aí tecê-las
e vir a perdê-las
nesta confusão.
Por lá passeei
quase a tarde inteira
que o meu maior gosto
é andar na feira
e apreciar
as louças, os panos
calçado, chapéus
os cestos, o ouro
e as miudezas
que das redondezas
o povo vai ver
comprar ou vender.
Mas o que mais gosto
é passar à beira
da bela hortaliça
toda ela verdura.
Legumes e fruta
plantas e flores
que agora na feira
já há com fartura.
E mais adiante
a feira do gado
Vacas e bezerros
burros, jumentinhas
cavalos e porcos
cabras, cabritinhas
coelhos, galinhas
e outros animais
ao lado do dono
que, a regatear
passará o dia
a tentar vender
aquilo que outros
ali vão comprar.
Ou então... como eu
só apreciar!
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
PORTUGAL RURAL (3)
MULHER RURAL - SÍMBOLO DE UM TEMPO
Texto de Aurora Simões de Matos
Imagens de Armando Jorge
A rezar as memórias de uma longa vida, feita de pequenas coisas. Que, todas juntas, fazem dela a protagonista de uma grande história.
A história de cada mulher rural, nascida e criada na aridez, pelos rigores da natureza e da vida.
Companheira do homem, âncora da família, escrava de valores que por tanto tempo a humilharam na sua dignidade.
A quem tudo, durante séculos, se exigiu, sem o direito de recusa.
A história de cada mulher rural, nascida e criada na aridez, pelos rigores da natureza e da vida.
Companheira do homem, âncora da família, escrava de valores que por tanto tempo a humilharam na sua dignidade.
A quem tudo, durante séculos, se exigiu, sem o direito de recusa.
E, ainda assim, mulher conformada e sorridente na sua condição feminina.
Mulher guerreira, mulher valente. Mulher trabalhadora, lealmente apaixonada pelos seus, coerentemente apaixonada pela vida.
Mulher guerreira, mulher valente. Mulher trabalhadora, lealmente apaixonada pelos seus, coerentemente apaixonada pela vida.
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
Novo livro de Aurora Simões de Matos - " A Escola do Montemuro e beira-Paiva - desafios, conquistas e perdas"
CAPA DO LIVRO E PREFÁCIO, POR AGOSTINHO SANTA
Uma capa a lembrar saudades... sem saudosismos! ( da autoria da designer gráfica, Ana Coelho )
Foto de Carlos Batalha
PREFÁCIO
Quando o professor
era mestre-escola
Quando a
professora Aurora Simões de Matos falou comigo para escrever umas palavras
introdutórias a um livro que tinha escrito, e soube a temática, confesso que
fiquei curioso acerca da forma como a decidira abordar.
Pela cabeça
passaram-me três caminhos que, ao falar de escola na sua evolução espaço
temporal, haveria a tendência de seguir: o primeiro, obedecendo a um impulso
saudosista, seria através de uma ode ao passado, fixando nele todas as virtudes,
afastando todos os pecados; o segundo, aproveitando a oportunidade vingadora,
seria a partir de um acerto de contas com tempos idos e realidades nevoentas,
assacando-lhes todas as culpas e nenhuma salvação; o terceiro, refugiando-se
num tom tendencialmente neutral, seria um repositório, mais ou menos comentado,
de dados históricos e variações estatísticas.
Conhecendo a autora
como mulher, como professora e como poeta, desde já antecipo que não acreditei
que fosse por qualquer uma dessas vielas discursivas. Maior curiosidade me
assaltou: como é que encontraria um percurso outro que se afastasse desses
caminhos radicais, tantas vezes trilhados por outros.
Vi o texto que
me entregou para uma primeira leitura ainda quente de lhe ter saído das mãos e
do génio. E optara por outro caminho, contido dentro de pressupostos de
equilíbrio, sem arrogâncias ou penalizações de um passado histórica e
humanamente circunstanciado, sem endeusamentos ou diminuições inaceitáveis de
um presente/futuro contextualmente assumido e valorado e sem o recurso
desviante e protetor a um descritivo desfiar de números e fenómenos de uma
complexa realidade social. É um registo impressivo, emotivo, real e circunstancial.
Embora
reconduzida, no seu limitado mundo, ao Montemuro e à beira-Paiva do seu maior
conhecimento e pessoal vivência, o que nos aparece nesta obra literária é a
Escola em si mesma, viva, palpitante, multifacetada, evolutiva. Percebida e
escrita com emoção. Colhida, como matriz iniciática, de uma memória a que quis,
propositadamente, regressar, aí se perdendo e se encontrando, quatro, cinco
décadas ou mais, em tempos e lugares recônditos em que a escola fazia a
diferença e se afirmava com um misto de ficcional magia e de prosaica dureza.
De forma natural, fala-nos de “quadro preto”, de “menina de cinco olhos”, de
“20 carteiras para 62 alunos”, de “almoço côdea de pão”, de “óleo de fígado de
bacalhau”, de “ida ao monte ou à sagreta”, de “piões, bilharda e bola de
trapos”. E a nossa própria memória viaja para sítios onde cheirava a estrume e
a bosta fresca de vaca, a broa quente do forno e a rosmaninho, onde se ouvia a
rola, a poupa e o cuco e o zurrar impaciente do burro, onde se sentia, nos pés
descalços, a humidade da terra e da erva e a aspereza dos calhaus.
Reflete a autora,
assente sempre, em primeiro tom, na geografia serrana e interior em que se quis
agarrada mas saindo dela para voos mais abrangentes, no que se foi passando, em
metade do século XX e no dealbar do século XXI com a Escola. Não se coibiu de deixar
juízos de opinião sobre alguns fenómenos que realçou, mesmo que se tenha sobre
eles outros entendimentos:
- o
analfabetismo dos anos cinquenta, sessenta, setenta do anterior milénio,
associado a um mundo rural rude, económica, social e culturalmente pobre, combatido,
com armas elas próprias limitadas, por uma escola de “sonhos e de vontades”, em
que o ensino primário e a obtenção da quarta classe, comemorada esta com traje
de festa, clamor e foguetório, tinham uma importância bem para além do título
académico que conferiam;
- ainda nessas
décadas, uma escola rudimentar, com poucas condições de habitabilidade quanto
mais pedagógicas e didáticas, de uma exigência desmedida, em que “a quarta
classe era uma epopeia”, servida pela repetição e memorização, tantas vezes ao
som das “reguadas” e do choro acompanhado pelo “ranho” que as costas da mão
pequenita se permitiam limpar;
- a “Reforma
Veiga Simão”, seguida, já depois da revolução de abril, pela democratização do
ensino, com apostas vincadas na reestruturação dos programas, na formação de
professores, no aumento progressivo da escolaridade obrigatória, na criação de melhores
condições estruturais e de frequência escolar; diz a professora Aurora que “o
Montemuro estava agora mais culto e mais perto de tudo”;
- as crises
económicas acopladas a políticas erradas e erráticas, que foram levando à
desertificação dos lugares do interior rural e serrano; “E partem.” – diz a
autora em tom singelamente acusador, mesmo com “canudos” que a escola
proporciona;
- o movimento de
encerramento de escolas, a partir de finais do século XX e a sequente criação
de agrupamentos e mega agrupamentos, que levarão à impessoalização da relação
professor/aluno, transformados esses espaços em “depósito de crianças”, cada
vez mais desprezando a “pedagogia da proximidade” e fazendo com que nos
anteriores sítios de escolarização, nas aldeias, nasçam “lugares fantasmas”;
com isto tudo, “(…) O Montemuro e a beira-Paiva, como sempre, obedecem. Mas
sofrem”.
Este livro, para
além do mais, é um tributo a uma escola humanizada, em que os seus
protagonistas, crianças e professores, fazem da proximidade a marca da sua
específica e maior valia. Apresenta-nos, sem saudosismos bacocos, mas também
sem menorizações ou remorsos, uma Escola que evoluiu e que, num momento
essencial da sua história, foi servida por professoras e professores que eram
mestres-escola. Só isso permite perceber o alcance do desabafo da Aurora: “Não
tinha quase nada a minha escola” (…) “E, no entanto, tinha quase tudo”.
Eu, que vivi,
como aluno, primeiro, e como profissional da educação, depois, a Escola de que
o seu livro fala, nas suas variadas e evolutivas realidades e circunstâncias,
só posso dizer-lhe: bem haja, professora Aurora, por me ter levado ao sorriso e
às lágrimas com coisas que, aqui, escreveu e com histórias que aqui narrou.
Semeou em mim a vontade de continuar a afirmar, com convicção, que um dia fui
mestre-escola: “Bom dia, senhor professor!!!” Com orgulho.
Agostinho
Santa
Inspeção - Geral da Educação e Ciência
Inspeção - Geral da Educação e Ciência
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