segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

NATAL NA TERTÚLIA

TERTÚLIA
 "ARTES E LETRAS NO HOTEL LAMEGO"
NATAL DE 2013



DIA 14 DE DEZEMBRO DE 2013








PRIMEIRA  PALESTRA

"O ESPÍRITO DO NATAL ATRAVÉS DOS TEMPOS"
Pela Dra. Isolina Guerra



Nota introdutória: o afastamento das letras, da leitura, da escrita de lazer faz com que a mente entorpeça e os dedos se recusem a acompanhar o pensamento que se produz.
Trabalhando agora na Biblioteca Escolar e vendo a avidez de um grande número de alunos que fazem requisição semanal de livros (com respetivas fichas de leitura), a adesão ao Concurso Nacional de leitura, o registo que têm de palavras belas  de quem já sente a literatura como sua, deixam-me sentir muito pequenina neste mundo da literatura.
Daí que a minha sensação seja a de poder expressar pouco por palavras o que o espirito sente bem lá no fundo, mas vamos tentar:

Foi-me pedido para abrir esta Tertúlia de gente tão nobre nas lides da escrita, para falar de um tema que é muito querido a todos nós:
Ø  " O Espírito de Natal através dos tempos"

A vertente que me foi proposta soube-me a viagem e lá fui eu procurar no meu “baú de memórias” o que lembro…
Natal… digam o que disserem, é nascimento de um Ser especial – o Menino Jesus.

A data correta? ...Que interessa? Apenas aos cientistas cabe decifrar… a nós interessa-nos que foi “há muito, muito tempo…”

Onde?... Lá longe, numa terra distante…

Quem viu?... Maria e José, pastores humildes e simples e Magos ricos e sábios foram as testemunhas que nos revelaram…

O contexto?... Um tempo de lutas de povos para provar a sua supremacia e o seu poder… os fracos, esses esperavam um Salvador!

O Espirito do Natal?... Nasceu há muito, muito tempo, lá nesse país distante, pelo sorriso de um recém-nascido adorado pelos simples e pelos sábios, observado e aconchegado nos braços da Sua Mãe que o oferecia ao mundo para ser o seu Salvador…

Foi vivido e celebrado ao longo dos séculos da História este acontecimento perpetuando a memória que não se apaga e de várias formas sempre foi lembrado, através das gerações.
Foi S. Francisco de Assis que, em 1223, construiu o primeiro Presépio de que há memória, tentando reconstituir, numa gruta em Greccio, Itália, o acontecimento ocorrido, de forma a melhor poder instruir o povo que assistia às cerimónias. Era pela imagem que a fé se disseminava pelo povo, na sua maioria analfabeto.

Na beleza dos rituais, nas sensações causadas pelas imagens, conseguia-se criar o espirito desejado, para se perpetuar no tempo a mensagem desejada.
A tradição destas construções correu célere no tempo, no espaço físico, nas mentalidades e foi perpetuando o acontecimento que lhe deu origem, construindo-se de forma rica ou pobre, com mais ou menos adereços em cada Lar, para celebrar um tempo passado.
Pintores, escultores, todos se esmeraram em fazer o seu “Presépio” especial que conseguisse traduzir o sentimento que lhes aflora à alma, quando lembram o acontecimento ocorrido há mais de 2 mil anos.
Cantores e escritores louvam nas suas odes e nas suas linhas esse Menino que se ofereceu para nos dar algo muito especial.
E o Espirito do Natal foi-se enraizando na memória dos nossos antepassados, que o transmitiram às gerações vindouras, num constante perpetuar de tradições e rituais.
Quando procurava algo, lá pelas prateleiras de casa, para ilustrar este tema,  veio-me à mão este livro :“Natal Renascido” da autoria de 36 autores, onde cada um mostrou o que pensa, sente e expressa sobre o Espirito de Natal.

Ora... e se me permitem, aqui vai uma parte de um texto:

«...Por vezes felizes, por vezes mais descontentes com as nossas prendas, abríamos os embrulhos que se encontravam junto de cada sapato. Depois, era a hora de aceitar carinhosamente o que nos fora reservado.
A hora era de preparar para ir à MISSA DE NATAL, estreando as roupas novas ou os sapatos que faziam parte do leque das nossas prendas e exibi-las com orgulho perante todos.
Regressados a casa, almoçávamos e de seguida corríamos a casa dos vizinhos (se o tempo o permitia), para partilhar as prendas com os nossos amigos.
E o tempo passava alegre e feliz, ignorando a autoria das nossas prendas, acreditando piamente que o Menino Jesus fazia o milagre de sair da sua cabaninha e vir trazer-nos a prenda que tanto desejávamos.
Momentps felizes que, vindos hoje  à minha memória, trazem os sabores, as sensações, a alegria dos sentimentos que ficaram gravados bem fundo do ser e que ainda hoje parecem vivos...»

Mas crescemos… e o que acontece com este Espirito de enlevo, de memórias de um Natal passado?
Vejamos…

«...Tudo foi substituído: o Menino Jesus pelo Pai Natal...o elaborar carinhoso de uma prenda pela compra de objectos...a confecção das iguarias pela aquisição no exterior...o Presépio, como parte principal, deu lugar à Árvore de Natal ricamente decorada...e tantas outras mudanças. E o pior foi a perda do encantamento das crianças...
...E agora?
Chegou a hora de deixar de lado o meu baú e olhar firmemente a realidade lá fora...
Ainda há Natal?

Resolvi abrir a janela do mundo, a Internet. e fui visitar o Natal das crianças de hoje.
Pecorri mundos e sítios, notícias e histórias, fiz do meu ecrã um lugar de passeio pela Humanidade e o que encontrei fez-me tremer de infelicidade...»

.........

E assim manteremos vivo o Espirito de Natal que se renova a cada dia, na Esperança que se faz vida em cada criança que nasce, porque ela traz missão para cumprir e tem nas suas mãos o poder de mudar o Mundo.
E que nós nunca deixemos de viver o encantamento do NATAL!!!


                                                                                    Isolina Guerra


                                                                           

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SEGUNDA PALESTRA

ANUNCIAÇÃO... PERSPECTIVA E MISTÉRIO
PELO DR. JOSÉ PESSOA









ACIMA, ALGUMAS DAS IMAGENS PROJECTADAS EM  ÉCRAN
PARA DOCUMENTAR A BRILHANTE INTERVENÇÃO
DO DR. JOSÉ PESSOA




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( PRIMEIRA CANÇÃO DE NATAL GALAICO-DURIENSE,
CANTADA EM CORO PELOS TERTULIANOS )


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TERCEIRA PALESTRA

"OS CONTOS DE NATAL NA LITERATURA"
PELO DR. ANTÓNIO MARTINS


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GALERIA DE FOTOS



















Aurora Simões de Matos
Fundadora e Coordenadora desta TERTÚLIA

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

PRESÉPIO NATURAL



PRESÉPIO NATURAL

Aldeia de Meã----Castro Daire






PRESÉPIO NATURAL





Em qualquer humilde lar da minha aldeia

em tudo igual aos lares da Galileia

bem podia ter nascido o Salvador...



Que melhor canto para um Rei nascer

que este trono de beleza natural


onde o frio do tempo é calor


tornado chama por força do Amor?



Que Mágicas Montanhas haveria

mais de acordo com o mistério de Maria?


Nesta paisagem de VERDADE NATURAL

quero erguer meu Presépio de Natal...




                               Aurora Simões de Matos








segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Miraculosa Rainha dos Céus



HOMENAGEM A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO


COROADA  RAINHA  DE  PORTUGAL  PELO  REI  D. JOÃO  IV

NO SÉCULO  XVII











A celebração da SENHORA também através da ARTE



Murillo---1660




Domenico de Lorenzo---1925





Murillo---1678







Porto Alegre, Brasil---século XIX


Murillo---1650





Diego Velázquez---1618



De Cosimo---1505


Carlo Maralta---1689



Aldo Locatelli, Brasil---século XX






Zurbaran---1630




Santa Maria degli Angeli, Roma





http://youtu.be/PpjBOmJUahs



Nota: Clique no endereço acima e ouça uma fantástica interpretação da
Avé Maria de Gounod





                                     Aurora Simões de Matos


( Fotos da Net)

domingo, 1 de dezembro de 2013

POEMA---"ESPERO A TUA PALAVRA"


ESPERO A TUA PALAVRA



Não desisto de falar contigo
e espero a tua palavra

Para ouvir o que pensas da noite e da madrugada
do vulto que se perde e se denuncia pela luz
do rosto que se embrenhou na escuridão
sem se despedir da lua
por companhia o rasto de uma estrela moribunda

Sei que me ouves e não desisto de perguntar-te:
- A quem pertence o que perdemos de nós?
- Será que um guardou o que o outro perdeu?
- A sombra é um vulto da noite ou da madrugada?

Espero a tua voz
ainda que seja só para dizer-me:
- Encontrei o rasto de uma estrela moribunda. O dia está aí...


                                        Aurora Simões de Matos





sexta-feira, 22 de novembro de 2013

III Edição da Festa das Colheitas - Desfile de Carro de Vacas - 22 setem...

DE JOELHOS


DE JOELHOS





Desta varanda sobre a vã paisagem
alonga~se o olhar por sobre os dias

O mundo abre-se aqui sincero
no momento colorido do poente

Despertaram os sentidos para novos encantamentos
rendidos à força da cor dos arvoredos

Ainda há um resto de alegria no rasto dos dias
ainda há sol a separar-nos do abismo

É hora de ajoelhar à passagem da vida
e recusar as verdades acabadas


                              Aurora Simões de Matos

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Meu Paiva Rio de Prata

Poema musicado de Aurora Simões de Matos
Homenagem ao Rio Paiva



(Clique no endereço abaixo, para poder aceder ao vídeo)



http://youtu.be/_XsVNLWSXGM

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

MONTANHAS MÁGICAS


MONTANHAS MÁGICAS



As "Montanhas Mágicas " acabam de ser certificadas
 pela "The Europarc Federation"
como Destino Turístico Sustentável
no âmbito da Carta Europeia do Turismo Sustentável 
em áreas protegidas

Foi a 06/ 11/ 2013
e a cerimónia decorreu no Parlamento Europeu
em Bruxelas

É o grande reconhecimento destes lugares
nos aspectos turístico, ambiental, geológico, ecológico, cultural e social, que urge preservar e valorizar





As "Montanhas Mágicas" são o conjunto do vasto território
das serras do Montemuro, Freita e Arada,
 os rios Paiva e Vouga e o Arouca Geopark
e foram em Bruxelas representadas pela ADRIMAG




Serra do Montemuro


Serra da Freita



Rio Paiva















                                                                                                                                                                Freita


Frecha da Misarela



Freita


Freita

Freita

Freita


Arouca Geopark

Rio Vouga - S. Pedro do Sul

Parada de Ester - Montemuro (beira-Paiva)


Parada de Ester -  Montemuro
Montemuro


Aldeias do Montemuro

Serra da Arada


S. Macário no Maciço da Gralheira-Arada


Aldeia da Pena-Arada

Serra da Freita-aldeia de Cortegaça

 Mizarela

Rio Paiva




Paiva




Montemuro





Aldeia perdida na serra do Montemuro

Foto tirada a partir do Montemuro para a Freita. Ao longe, a Estrela





Fotos de:

Photozms Jose D. Silva
Pedro Figueiredo
Eduarda Geraldes
Carlos Batista
Carlos Batalha

(a todos, o meu agradecimento pelo vosso trabalho, na recolha de imagens de lugares avassaladores, na sua grandiosidade e ambiência singulares)


                                Aurora Simões de Matos