segunda-feira, 25 de maio de 2015

A PERDA DA IDENTIDADE COLECTIVA





~ INDIVIDUALISMOS DA MODERNIDADE ~




E ASSIM SE VAI PERDENDO

 A IDENTIDADE CULTURAL DE UMA REGIÃO




Com a chegada da televisão, dos telemóveis e da internet, foram dissipadas barreiras,

desde sempre julgadas intransponíveis. As novas tecnologias aí estão, a revolucionar

 também o quotidiano dos ambientes rurais, nas pequenas aldeias mais isoladas. As 

seculares práticas comunitárias, instaladas desde tempos imemoriais, foram dando lugar 

aos individualismos da modernidade.


As gerações mais velhas, embaladas neste sonho de conforto e de progresso, de 

boamente foram aceitando as mudanças que pudessem facilitar um pouco os seus dias,

 desde sempre marcados pelo esforço duro e penoso.

Na prática, quase ninguém se apercebeu dos efeitos perversos desta mudança de atitudes

 e mentalidades. Naturalmente, as coisas foram acontecendo devagar e, quando se deu por

isso, as crianças já não cultivavam prática e linguagens, gestos, memórias e afectos que se

 julgavam imorredoiros.


Tinham deixado de aprender, porque ninguém se lembrara de lho ensinar, nos longes das

 grandes cidades para onde acompanharam seus pais, o carinhoso respeito pelos nossos

 velhos, a quem já não recorrem para as aprendizagens da vida, com quem já não rezam

 as contas ao serão, a quem já não pedem a bênção pela manhã e antes de adormecerem.

As crianças e os jovens da minha terra foram perdendo o espírito genuíno que 

caracterizava a sua identidade e são agora, para o bem e para o mal, em tudo parecidos

 com os novos portugueses de todo o resto do país e do mundo.






                                                          Aurora Simões de MatoS

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Rio Paiva.... Porquê nome de Rio no Feminino


RIO  PAIVA  

Paiva, nome de rio no feminino





PORQUÊ " PAIVA, NOME DE RIO NO FEMININO "?


Há já alguns anos, o distinto advogado e então Director da "GAZETA DA BEIRA", Dr. António Bica, estranhando que eu fosse a única voz dos colaboradores permanentes daquele periódico a usar o nome do rio Paiva no feminino, deu-se ao trabalho de fazer uma interessante pesquisa sobre o assunto. Que depois publicou no referido jornal e que chegava a conclusões muito curiosas.
Segundo as suas averiguações, e conforme o que já era de meu conhecimento e minha prática, há rios que, em certa parte do seu percurso, desde que tenham nome terminado em " a ", são tratados pela gente ribeirinha.... no feminino. Assim, a Vouga, a Guadiana, a Caia, a Tâmega, a Varosa , a Bestança, etc.
Na vila de Castro Daire e na serra do Montemuro, o rio Paiva sempre foi tratado no masculino.
Mas no chamado MÉDIO PAIVA, entre a Ermida e Alvarenga, passando por Parada de Ester,  Ester e Cabril, e na outra margem ao mesmo nível, toda a gente diz " a Paiva ".
O Dr. Alberto Correia, o Dr. Arménio Vasconcelos e o Professor Doutor Manuel Lisboa, insuspeitadas Figuras da Cultura que, em diferentes épocas e lugares, me apresentaram três livros diferentes, trataram também a Paiva no feminino.
Ficamos esclarecidos e.... deixem-me passar com o nome da minha Paiva atado ao coração!!!
Aurora Simões de Matos



( Fotos Google)

Aurora Simões de Matos